My Au Pair Journey

Ga Lynxi in New Jersey

Minha vida fora de série

Paula Pimenta, a Meg Cabot brasuca, como é conhecida, é uma das minhas escritoras favoritas. A série “Fazendo meu filme” me foi apresentada pela Alana e desde então acompanho de perto os lançamentos dos próximos livros da Paula Pimenta. Imagine meu sufoco, então, ao saber que seria lançada uma série nova, “Minha vida fora de série”. Sobre quem? A Priscila! Quem? A amiga PAULISTA da Fani de “Fazendo meu filme”, viciada em seriados, quase-ruiva (mas nem tente chamá-la de ruiva!), alguns aninhos antes da Fani descrevê-la como a namorada eterna do Rodrigo, meio linguaruda e super curiosa!

Que que eu faço quando descubro que o lançamento com autógrafos em SP seria dia 1o de outubro e eu para as bandas de cá? Quero voltar e pegar meu livro autografado, né? Afinal, fui em todos os outros lançamentos e na Bienal… E a Paula (intimidade!) inclusive me respondeu um e-mail, quando estava pensando no meu intercâmbio, e mesmo que nem se recorde me ajudou MUITO.

Graças às lindas Thaiz, Gabi e Maira (a que mais odeia fotografia ainda tirou uma foto com a Paula, para mim!), meu livro autografado chegou pelo correio em outubro mesmo, com dadinhos e cartinhas, posso? Mas aí… aí não li… sabe aquela sensação gostosa de quero mais misturado com já acabou? que você tem quando termina um livro muito bom? Sabia que teria isso quando terminasse esse, e sabia que junto viria uma saudade de ler livros em português, que falassem do Brasil, e das minhas amigas… Enfim, estava, pela primeira vez na vida, com medo de ler um livro.

Acontece que, obviamente, minha curiosidade (bisbilhoteira não, abelhudinha!) ganhou do meu medo e ontem peguei “Minha vida fora de série”. Ele acabou há alguns minutos, e aquele famoso aperto no peito já está aqui comigo, e já quero saber quando sai a 2a. temporada.

Sinceramente? Eu AMO “Fazendo meu filme”, mas não conectei com as personagens como nesse livro. Por mim a Fani ficava em Hollywood, dava um pé no Leo e ia ser feliz com uns americanos menos ciumentos! Ok ok não fui sempre cínica assim, mas admito que não suporto personagem masculino ciumento (tipo, um pouquinho, charmosinho, que não cause mais do que algumas páginas de angústia vá lá, mas NÃO AGUENTO namorado que quebra carro para impedir namorada de ver amigo – oi, Edward, é de você mesmo que estou falando! Nunca será perdoado! – ou que diz qualquer palavra maldosa de propósito, para magoar – Leo, agora minha treta é com você, torcia tanto tanto por você e daí você vai e ferra com a minha torcida? [Tudo bem que você também vacilou Fani, trocar nome NUNCA!]). Tirando meus próprios problemas pessoais que podem ou não terem feito a leitura do “Roteiro inesperado de Fani” me fazer desejar que ela ficasse era sozinha, porque ela ganhava mais, ainda amo a série de paixão.

Mas, em mais de um ano, “Minha vida fora de série” é o primeiro livro que leio no qual eu torço de verdade para os personagens ficarem juntos no final. Parte disso é porque já sabia que iriam ficar juntos, pois a história da Fani vem depois da história da Pri, parte é… bom, me identifiquei demais com a Pri… tudo bem que o que eu mais queria era ser ruiva, e ela odeia quando a chamam de ruiva, e eu hm ok sou uma pessoa horrível e não ligo tanto para animais como ela. Mas, sei lá, personalidade, jeito de lidar com as coisas, uma certa tendência para o drama, e a paixão por seriados…. Ok, objetivamente falando, sei que tem muitas outras personagens que são cópias mais “fieis” de mim, mas a história da Pri mexeu comigo… Talvez pelo fato de que um certo pesonagem masculino, Sr. Rodrigo, me pareça muito alguém que eu conheço… Não objetivamente, repito, nunca conheci algum cara que escrevesse poesia para mim, mas tem uma certa pessoa que é carinhoso e inteligente e bonito como o Rodrigo…

Não sei nem explicar essa relação com a Pri, porque é a Fani que vai para outro país, a Pri… bom, a Pri namora o mesmo cara por todo o colegial…

A Pri tem um momento que é muito corajosa, que me deixou corajosa também. Quando ela acha que perdeu de vez nosso Rodrigo, ela faz algo que eu, sinceramente, não sei se conseguiria fazer aos 13 anos…

E aqui vai minha coragem emprestada, vou relatar a parte que mais me identifiquei de todo o livro: a Pri percebe, com 13 anos, o que eu percebi aos 16. Que mesmo novinhas, às vezes, a gente sabe sim que seu coração é de uma pessoa para sempre.  Ela mesmo diz que, mesmo se ele não quer nada com ela, bom, não tem como outro entrar num coração que já está ocupado. Ela vai ser aquela solteirona cheia de gatos, se ele realmente não quer nada com ela. Ok, a gente não sabe de verdade essas coisas só de olhar, mas com o tempo, elas solidificam de verdade.

E cá estou eu, nos EUA, com 21 anos, me derretendo lendo essa história de amor, de primeiros beijos, de encantamento, porque… bom, porque me levou de volta para uma época da minha vida que não trocaria por nada.

E eu te entendo, Pri. Seria muito feliz sendo a solteirona com todos os gatos (não curto muito cachorros, só). E não é nada triste nem nada, é só verdade. Eu estou aqui, em outro país, tudo novo, ninguém me conhece e meu coração está completamente cego a todos os americanos (ninguém aqui tem sotaque britânico de fazer derreter)… E tudo bem, porque tenho tantas amigas aqui e aí que, sinceramente, nem dó tanto mais lembrar de quando o coração tava cheio e correspondido….

E vai um poema da Paula de um livro que nunca achei para comprar, “Confissão” mas que ela pôs nesse livro:

Você

Estou com saudade de você.

De você mesmo. É. Você aí.

Você que me provoca todo esse frenesi…

Que me faz morrer do coração a cada vez que te vejo.

Você que tem a voz mais doce do mundo.

Que tem esse sorriso que devia ser proibido por ser tão perfeito.

Você que me faz ficar pensando.

Que me faz rir. Que me faz chorar.

Que me faz te querer parado na minha frente, só para eu ficar olhando…

Você que é meu sonho preferido.

Que me faz querer estar mais bonita a cada dia…

Só para você querer olhar para mim também.

Você que é a razão de tudo o que eu escrevo,

Dos meus planos, da minha falta de senso.

Que causa o meu sorriso só de lembrar,

Mesmo agora, depois de tanto tempo.

Você que me inspira, que me realiza, que me faz sentir viva.

Que não tem noção de que eu giro em torno da sua órbita.

Você que passa e derrama música no caminho…

Que é tão especial por não saber que é tanto assim.

Você.

 

Anyway, acabei filosofando e isso nem foi uma resenha nem nada do gênero, foi mais um… desabafo sentimental!

Provavelmente a coragem vai passar e vou apagar esse post sem divulgá-lo, substituindo-o por uma devida resenha desse livro ótimo.

Se você der sorte e vagar por aqui antes disso, deixe um comentário!

 

Bjks!

This entry was posted on quinta-feira, dezembro 8th, 2011 at 15:14 and is filed under Sem categoria. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

One Response to “Minha vida fora de série”

  1. Alana
    19:55 on dezembro 11th, 2011

    Gostei de ver a honestidade e coragem! Estou orgulhosa!
    E nem tente apagar, já está copiado e guardado num lugar bem seguro, ok?
    Bjos!!!

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