My Au Pair Journey

Ga Lynxi in New Jersey

Archive for dezembro, 2011

Natal e Balanço 2011 (to be continued)

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dezembro 31st, 2011 Posted 14:48

Esse post estava destinado somente ao meu Natal americano, massss digamos que alguém disse que eu era “inútil” por não fazer resoluções de ano novo, então resolvi fazer pelo menos um balanço (menos inútil assim dona Alana?)…

Mas vamos por partes, começando pelo Natal. Acho que a maioria aqui já sabe que trabalhei como louca nas últimas semanas do ano, e a semana antecedendo o Natal não foi diferente. Até mesmo no dia 24 eu trabalhei – e muito! Mas foi tudo bem, porque eu gosto muito do Bobby, e acabou que ajudando na cozinha para a ceia imaginei que não ficaria sem comer nada, certo?

Haahahaha daí começa que eles me perguntam se tem algum doce brasileiro natalino e eu listo os lá de casa, pudim de nozes, panetone com sorvete, frutas, tortas etc… Daí eles me perguntam se sei fazer algum. Olha pra minha cara de quem sabe fazer torta ou pudim SEM liquidificador (não, eles não possuem um liquidificador. Duas geladeiras – check; um liquidificador – nops! Vai entender esses americanos bizarros…). Daí que minha cara de pauzicie entra em ação e eu digo para eles que tem um doce de coco com leite condensado que eu sei fazer e que é “a cara do Natal”. Minha hosta pergunta se parece com o brigadeiro – algo que eu faço pelo menos uma vez por mês (hello, tpm!). Digo para ela que é bem semelhante, mas esse é de Natal. Ahãm, senta lá, Cláudia.

Já adivinhou o que a Gabriela tinha em mente? Se ainda não, vai pensando… Se sim, pára de rir e continua lendo aqui, fica pior (acredite). No meio da bagunça pré-jantar, minha hosta vegetariana lembra que não tem nenhum prato com carne. Pergunta se eu sei fazer algo com carne moída, a única que tínhamos no freezer. Já tinha feito mais do que minha parte avacalhando o Brasil com o doce, então fui sicnera e falei “ó, dona, o que acontece é que nunca comi nada com carne moída no Natal!”. Daí ela falou, faz o que você quiser então. Eu já ia pegar umas batatas e fazer a vagabundicie extrema de carne com batata ao molho (tava frio, dá licença?) quando ela gentilmente me pede para não usar legumes, porque tudo que ela tava fazendo já tinha muito legume. Carne moída sem legume? Ô tia, não complica! Olha para um lado, vê queijo… para outro, massa… Ok, decidi fazer lasanha! Mas Gabriela, você sabe fazer lasanha? Minha hosta e vocês perguntam. A resposta de verdade: Óbvio que não! A resposta que dei para ela: Claro! Super fácil! Não sei se ela sacou que eu tava ou não mentindo, mas ela não me pede para usar cogumelos, que o host amava lasanha com cogumelos e ela não sabia fazer? Quase que perguntei se cogumelo não contava como legume, mas deixei para lá… Me virei, fui no instinto – e dei uma fuçadinha na net quando subi para “prender o cabelo e ir ao banheiro” antes de começar, e fiz meu jantar natalino: Lasanha e…. beijinho! Se você não tinha sacado ainda, essa é a hora que seu queixo cai! Hahahahaha eu sou MUITO cara de pau…. #intercâmbio-cultural-fail

Sentamos para jantar, os pais, o Bobby, os avós paternos e eu, umas 8pm. Tinha arroz enfeitado (eca), uma carne deliciosa que o pai fez (e que comemos no pão de hambúrguer, mesmo que para mim aquilo fosse praticamente carne assada, anyway, tava bom! E, oi? Isso é carne, viu hosta, pra que precisava me pedir lasanha?), minha lasanha, salada, e… rolinho primavera com camarão e peanut butter. Sim, você leu certo, rolinho primavera com camarão e peanut butter! E eu comi!!!! (A host disse que fez especial para mim porque sabe que eu amo camarão… e a parte que eu acho que peanut butter é sobremesa do Charlie Brown? Oh, well, ela tentou, vai! E minnha mãe me educou bem demais para eu nem provar…) Era meio nojento, mas interessante. Eu comi três. (When in America… we need to get fat!)

Quando acabamos de comer, umas 9pm, veio a sobremesa: sorvete (-1C lá fora, e eles servindo sorvete!) e meu beijinho! E não é que o beijinho abafou? Falaram que tava uma delícia, e minha host ainda falou que entendia totalmente porque beijinho era de Natal e brigadeiro de festa infantil (oi? então me explica, vai…). Foi a primeira vez que fiz beijinho e, embora não ame que nem brigadeiro, posso dizer que gostei desse! Acho que se era para fazer algo brasileiro, pelo menos que me deixasse feliz, né?

De qualquer maneira, minha mãe me liga para falar que vai começar a festa lá no Brasil quando estamos tirando os pratos… Já tava com um nó no coração, quando ela me fala que tava fazendo joelho de porco ao invés do meu bacalhau. ECA! Entre camarão com peanut butter e joelho de porco, eu posso passar no drive-trhu do McDonalds? Acho que o joelho de porco (eca) ajudou bastante a curar minha vontade de pegar o 1o avião!

Mas a melhor parte da noite foi mesmo quando o Bobby foi dormir na sala, na frente da lareira, esperando o Papai Noel (eles só abrem presentes dia 25 aqui), e deixou cookies, chocolate, leite, mais um cartão e um desenho agradecendo ao Papai Noel e algo que me fez derreter, ele também deixou cenoura para as renas! E ficou tão preocupado que o Papai Noel fosse ser guloso e comer tudo sozinho que fez uma etiquetinha para as cenoura “for the reindeer”. Não é FOFO DEMAIS?

E dia 25 eu ganhei presentes também! Pijama de frio, blusa de frio, relógio… Foi um Natal diferente, mas bem legal! Mas prefiro meu bacalhauzinho, minha mãe, parentada mais para lá do que para cá, vovó, etc, tudo lá em casa, no VERÃO! =D

E antes que eu me esqueça, a decoração de Natal SUMIU logo no dia 26… Enquanto isso, minha mãe tá decorando a casa pro ano inteiro de Natal (cozinha verde e vermelha!)… Aiiaiaiaia sentiu a homesickness? Aproveitei o mais que pude o Natal aqui, mas se pudesse escolher um dia desses seis meses para estar no Brasil seria no Natal… Saudades de vocês todos!!! E do verão e da comida =P

Ah, e antes que me perguntem, não nevou… A única neve que vi na vida foi própriamente documentada aqui no blog, no halloween… Volta lá pros posts de outubro e você vê!

Nossa, como esse post tá grande! Continuou e faço um balanço de 2011 mesmo ou nem? Olha, façamos assim: próximo post, já em 2012, eu faço esse balanço, porque ainda queria por fotos….

Oh, see you all in 2012 (existe piada pior, sério?)….

Bjks!

E aproveitem o Ano Novo com responsabilidade crianças!

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Goodbyes

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dezembro 11th, 2011 Posted 16:01

Hi everybody!

The post today will be in English, because it’s meant for some of the friends I made here in the US. If I get enough complaints, and if I fell like it, I may translate it to Portuguese…

So, this is a post about the toughest thing I have experience here, in these almost 6 months: saying goodbye.

When I said goodbye to my friends and family in Brazil before coming here, it was sad, of course. But I have a countdown of days I’m spending away from them (its on the right side of this blog, you can check it out!). So while it was really sad, it wasn’t as bad as saying goodbyes to my friends from here.

Why? Well, you can argue that I know my Brazilian friends way longer than the girls I met here. But here’s the catch: here, we are kind of alone, far away from home and friends, hugs, shoulders, traditions, and while the Internet may make it easier, it’s still hard. And then we meet this other girls that are in the same situation, with this crazy jobs. All of us are different, with different objectives, backgrounds, likes and dislikes. But among all of them, you may find a few that are dearest to you, with whom you can share secrets, laughs and weird food! And because we are in this different situation, the friendship grows way quicker than the “normal” way, at least for me.

In my case, I was lucky enough to find two of these lovely girls upon my arrival: my roommates at APC training hotel, Lenka and Nici. We spent the first days together, and then we were living close, we did a lot of stuff together, went to school together, even. But then, stuff happens, and Nici is now back in Germany. It was really hard on me to say say goodbye to her, because she was my best friend here in the US. I really love this German 19 girl! I feel like we had met way longer than just a few months ago. But we knew this day would come. And while it was a little sooner than I had planned, I still know she made the right decision for herself and I’m happy for her. But it’s really hard to say goodbye and, different from my Brazilian friends, not know when I’ll see her again. Of course I have plans to visit her, and I hope she don’t forget to go to São Paulo (WAY better than Rio – internal joke XD), but the plans are only that: plans. They’ll come true, or my name is not Gabi (which may not be here in the US, but whatever), but when is the question…

Then, yesterday, I had to say goodbye to my Broadway addict friend Immie (and I hope I’m writing this right!)… I met her just for awhile too, but you know what? She’s awesome! We went to Cheesecake Factory and Broadway, mainly, and I wish I could have more time with her – who knows, maybe she could take me to Bonnie and Clyde a third time?! I hope she’s ok now, she’s probably in the air or something, going back to the warm summer in Australia – I’m so jealous of the sun she’s going to get! And she will go to Brazil in some Holiday, and I’m sure to go check the kangaroos, but you know, again the crazy time thing…

It’s hard, at least for me, to say goodbye to these beautiful and amazing girls, and not know when we’ll be together having fun again…

So that’s what I needed to say: this cold weather is nothing compared to the goodbyes part of this experience. The good part of that? Well, I know I’ll have some friends a lot of places I choose to go in this big big world, and I’ll probably be able to work as São Paulo’s tour guide after they are done visiting me!

So specially to Nici and Imogen: I LOVE YOU! Thanks for letting me be a part of your life! And please, be safe, and stay in touch! (PS – Immie, my skype username is gabisora =D)

Lots of love,

Gabi.

 

 

Oh, and before I go, how to say “I miss you”, in Portuguese: Estou com saudade OR Saudades de você. (miss = saudade, put it on google translator to hear the sound!)

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Minha vida fora de série

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dezembro 8th, 2011 Posted 15:14

Paula Pimenta, a Meg Cabot brasuca, como é conhecida, é uma das minhas escritoras favoritas. A série “Fazendo meu filme” me foi apresentada pela Alana e desde então acompanho de perto os lançamentos dos próximos livros da Paula Pimenta. Imagine meu sufoco, então, ao saber que seria lançada uma série nova, “Minha vida fora de série”. Sobre quem? A Priscila! Quem? A amiga PAULISTA da Fani de “Fazendo meu filme”, viciada em seriados, quase-ruiva (mas nem tente chamá-la de ruiva!), alguns aninhos antes da Fani descrevê-la como a namorada eterna do Rodrigo, meio linguaruda e super curiosa!

Que que eu faço quando descubro que o lançamento com autógrafos em SP seria dia 1o de outubro e eu para as bandas de cá? Quero voltar e pegar meu livro autografado, né? Afinal, fui em todos os outros lançamentos e na Bienal… E a Paula (intimidade!) inclusive me respondeu um e-mail, quando estava pensando no meu intercâmbio, e mesmo que nem se recorde me ajudou MUITO.

Graças às lindas Thaiz, Gabi e Maira (a que mais odeia fotografia ainda tirou uma foto com a Paula, para mim!), meu livro autografado chegou pelo correio em outubro mesmo, com dadinhos e cartinhas, posso? Mas aí… aí não li… sabe aquela sensação gostosa de quero mais misturado com já acabou? que você tem quando termina um livro muito bom? Sabia que teria isso quando terminasse esse, e sabia que junto viria uma saudade de ler livros em português, que falassem do Brasil, e das minhas amigas… Enfim, estava, pela primeira vez na vida, com medo de ler um livro.

Acontece que, obviamente, minha curiosidade (bisbilhoteira não, abelhudinha!) ganhou do meu medo e ontem peguei “Minha vida fora de série”. Ele acabou há alguns minutos, e aquele famoso aperto no peito já está aqui comigo, e já quero saber quando sai a 2a. temporada.

Sinceramente? Eu AMO “Fazendo meu filme”, mas não conectei com as personagens como nesse livro. Por mim a Fani ficava em Hollywood, dava um pé no Leo e ia ser feliz com uns americanos menos ciumentos! Ok ok não fui sempre cínica assim, mas admito que não suporto personagem masculino ciumento (tipo, um pouquinho, charmosinho, que não cause mais do que algumas páginas de angústia vá lá, mas NÃO AGUENTO namorado que quebra carro para impedir namorada de ver amigo – oi, Edward, é de você mesmo que estou falando! Nunca será perdoado! – ou que diz qualquer palavra maldosa de propósito, para magoar – Leo, agora minha treta é com você, torcia tanto tanto por você e daí você vai e ferra com a minha torcida? [Tudo bem que você também vacilou Fani, trocar nome NUNCA!]). Tirando meus próprios problemas pessoais que podem ou não terem feito a leitura do “Roteiro inesperado de Fani” me fazer desejar que ela ficasse era sozinha, porque ela ganhava mais, ainda amo a série de paixão.

Mas, em mais de um ano, “Minha vida fora de série” é o primeiro livro que leio no qual eu torço de verdade para os personagens ficarem juntos no final. Parte disso é porque já sabia que iriam ficar juntos, pois a história da Fani vem depois da história da Pri, parte é… bom, me identifiquei demais com a Pri… tudo bem que o que eu mais queria era ser ruiva, e ela odeia quando a chamam de ruiva, e eu hm ok sou uma pessoa horrível e não ligo tanto para animais como ela. Mas, sei lá, personalidade, jeito de lidar com as coisas, uma certa tendência para o drama, e a paixão por seriados…. Ok, objetivamente falando, sei que tem muitas outras personagens que são cópias mais “fieis” de mim, mas a história da Pri mexeu comigo… Talvez pelo fato de que um certo pesonagem masculino, Sr. Rodrigo, me pareça muito alguém que eu conheço… Não objetivamente, repito, nunca conheci algum cara que escrevesse poesia para mim, mas tem uma certa pessoa que é carinhoso e inteligente e bonito como o Rodrigo…

Não sei nem explicar essa relação com a Pri, porque é a Fani que vai para outro país, a Pri… bom, a Pri namora o mesmo cara por todo o colegial…

A Pri tem um momento que é muito corajosa, que me deixou corajosa também. Quando ela acha que perdeu de vez nosso Rodrigo, ela faz algo que eu, sinceramente, não sei se conseguiria fazer aos 13 anos…

E aqui vai minha coragem emprestada, vou relatar a parte que mais me identifiquei de todo o livro: a Pri percebe, com 13 anos, o que eu percebi aos 16. Que mesmo novinhas, às vezes, a gente sabe sim que seu coração é de uma pessoa para sempre.  Ela mesmo diz que, mesmo se ele não quer nada com ela, bom, não tem como outro entrar num coração que já está ocupado. Ela vai ser aquela solteirona cheia de gatos, se ele realmente não quer nada com ela. Ok, a gente não sabe de verdade essas coisas só de olhar, mas com o tempo, elas solidificam de verdade.

E cá estou eu, nos EUA, com 21 anos, me derretendo lendo essa história de amor, de primeiros beijos, de encantamento, porque… bom, porque me levou de volta para uma época da minha vida que não trocaria por nada.

E eu te entendo, Pri. Seria muito feliz sendo a solteirona com todos os gatos (não curto muito cachorros, só). E não é nada triste nem nada, é só verdade. Eu estou aqui, em outro país, tudo novo, ninguém me conhece e meu coração está completamente cego a todos os americanos (ninguém aqui tem sotaque britânico de fazer derreter)… E tudo bem, porque tenho tantas amigas aqui e aí que, sinceramente, nem dó tanto mais lembrar de quando o coração tava cheio e correspondido….

E vai um poema da Paula de um livro que nunca achei para comprar, “Confissão” mas que ela pôs nesse livro:

Você

Estou com saudade de você.

De você mesmo. É. Você aí.

Você que me provoca todo esse frenesi…

Que me faz morrer do coração a cada vez que te vejo.

Você que tem a voz mais doce do mundo.

Que tem esse sorriso que devia ser proibido por ser tão perfeito.

Você que me faz ficar pensando.

Que me faz rir. Que me faz chorar.

Que me faz te querer parado na minha frente, só para eu ficar olhando…

Você que é meu sonho preferido.

Que me faz querer estar mais bonita a cada dia…

Só para você querer olhar para mim também.

Você que é a razão de tudo o que eu escrevo,

Dos meus planos, da minha falta de senso.

Que causa o meu sorriso só de lembrar,

Mesmo agora, depois de tanto tempo.

Você que me inspira, que me realiza, que me faz sentir viva.

Que não tem noção de que eu giro em torno da sua órbita.

Você que passa e derrama música no caminho…

Que é tão especial por não saber que é tanto assim.

Você.

 

Anyway, acabei filosofando e isso nem foi uma resenha nem nada do gênero, foi mais um… desabafo sentimental!

Provavelmente a coragem vai passar e vou apagar esse post sem divulgá-lo, substituindo-o por uma devida resenha desse livro ótimo.

Se você der sorte e vagar por aqui antes disso, deixe um comentário!

 

Bjks!

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