My Au Pair Journey

Ga Lynxi in New Jersey

Archive for junho, 2011

Presentes

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junho 15th, 2011 Posted 21:02

Ok, título autoexplicativo, o post hoje será sobre os presentes que levarei para o outro hemisfério… Não haverá fotos porque não consigo achar o cabo da câmera e queria postar hoje sem falta! Sorry!

Primeiro: eu SEI, já li em milhares de lugares, que não devemos nos preocupar com presentes, que os americanos não vão ligar um décimo do que a gente liga e que não devemos gastar nosso pobre dinheirinho com isso. Sendo assim, continuo sendo muito bem educada pela minha mãe, e acho que se vou morar um ano na casa de alguém, o mínimo que posso fazer é levar uma lembrança do meu país, como forma de agradecimento mesmo.

Então, segue: pra minha host mom comprei um enfeite de pedra brasileira (como os que podem ser vistos aqui: www.brasilnabagagem.com.br), pro host dad, café, e pro boy de 6 anos, uma havaianas de onça pintada que brilha no escuro (linda!!!!! queria uma para mim), uma camiseta do Brasil e um caminhãozinho de encaixar de madeira… Comprei três coisas pro Bobby por que ele fará aniversário agora no segundo semestre, então deixarei para dar o caminhãozinho no niver dele… Também comprei chaveirinhos de pedras brasileiras, escrito Brasil pros host grandparents, e um kit nativa boticário de açaí (mto cheiroso!) pra LCC e um pra host mom (que também faz aniversário no summer)… Mas o MAIS legal foi que depois de comprar tudo isso no horário de almoço do trabalho, passo na livraria (ei, eu faço Letras, não posso simplesmente ignorar uma livraria) e vejo: “Brazil – a traveler’s literary companion” e dou uma olhadinha, achando que é só mais um guia de viagem (que eu não queria levar, porque né? clichê e caro…),  e qual não é meu espanto ao descobrir que é um livro dividido por regiões brasileiras: Rio, São Paulo, Amazônia, Nordeste, Crentro-oeste, Sul com…. CONTOS traduzidos para o inglês de escritores de cada região!!! Tipo Machado e Clarice pro Rio, Marcos Rey pra São Paulo, Jorge Amado para Nordeste, Guimarães Rosa para Centro-oeste… e mais um montão!!! LÓGICO que comprei! Queria um pra mim e um pros host parents mas só tinha um (T.T). É o melhor presente que uma letranda poderia levar, acho… estou oficialmente apaixonada pelo editor, Alexis Levitin. Com tudo isso, gastei pouco mais de 100 reais. Achei um poquinho caro sabendo que provavelmente não será tão importante para eles como foi para mim escolher essas coisas, mas fazer o quê, decidi que iria comprar os presentes, então acho que não conseguiria gastar menos que isso…

Então, é isso, não quis levar revistinhas da turma da mônica porque, um, meu boy não gosta de ler e, dois, porque, sinceramente, não gosto de turma da mônica (pode xingar, é verdade, fazer o quê?)… Eu perguntei o que eles queriam, e falaram que eu poderia ‘surpeendê-los’ porque eles não conheciam nada do Brasil, então também resolvi que não levaria cachaça porque eles não bebem… Ah, e também levarei sonho de valsa (para eles) e dadinho (para mim!)…

Queria deixar registrado aqui meu agradecimento à minha mãe e às meninas do Grupo Au Pair do Facebook, que super me ajudaram a escolher os presentes! Agora é… arrumar malas!!!! Afinal, faltam só 11 dias pro embarque e não tenho nadinha arrumado… próximo post já tem assunto ^^

 

Bjks!

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PID + Visto

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junho 9th, 2011 Posted 19:25

Então, falei semana passada que esse post seria sobre meu visto, então decidi incluir informações sobre a PID também…

Para quem não sabe, a PID é a permissão internacional para dirigir, e é super easy de se fazer. Aqui em São Paulo, é só ir ao Detran ou a uma auto-escola, pagar uma taxa de R$153,23 e levar uma cópia da carteira de motorista nacional. Daí depois de mais ou menos uma semana você retira onde pagou (ou paga uma taxa maior e eles entregam na sua casa). Viu, super easy? Segue uma foto do meu:

 

ignore a foto 3x4!

 

É como um livrinho e tem isso em PB em todas as páginas, em váááárias línguas e tem a validade da sua carteira daqui!

Agora, sobre o visto, como foi meu V-day:

Acordei às 4hrs, o que foi um milagre, visto que só fui dormir às 2hrs – olhei e reolhei minha pasta de documentos umas 15 vezes! Daí, com meu damo de companhia, Fernando, segui rumo ao consulado aqui de São Paulo, no maior medo, porque sempre dizem que o consulado daqui nega todos os vistos! Depois de nos perdemos um pouquinho (se eu estivesse sozinha seria muito pior, certeza!), chegamos ao consulado, uma fila básica, entrei na fila. Esperei até umas 7h30 até conseguir passar pelas portas assustadoras com o detector de metal que não deixa você entrar com nada. Daí, depois de uma série de filas, cheguei ao primeiro balcão e ali mesmo quase morri do coração, o cara disse que meu DS não servia falta um tal de I qualquer coisa, e eu NÃO TINHA aquilo! Com os olhos marejados expliquei para ele que minha agência e meu despachante (sim, eu paguei um, porque sou meio pessimista e gosto de me precaver) disseram que eu só precisava do DS mesmo. Ele vai checar e quando volta pede desculpas (ufa!!). Já tava achando que isso era um sinal e indo embora, mas fui em frente. Na pré-entrevista, a mocinha nem quis olhar para o meu passaporte velho (de quando eu tinha 5 anos), mas fora isso foi ok. Fila gigante para a digital (ainda bem que levei um livro, né? Mas acho que exagerei, levei “the last song” e ainda bem que já tinha lido, porque nem estava prestando atenção nas páginas!). Ok, depois fui para a “musical chairs” (mais alguém se sentiu jogando dança das cadeiras na fila para a entrevista?). Rezando, rezando MUITO, principalmente quando já estava na fila dos 5 de pé. Quando – finalmente – chegou minha vez, cabine 17, uma mulher morena alta, magrela. E eu suando frio, não era dela que eu tinha lido falando que era uma megera?? Reza reza reza até chegar na cabine, respira fundo “não deixa ela ver que você está nervosa”. Segue a entrevista:

– Gabriela?

-Eu.

– Já teve visto para os EUA?

– Sim, aos 5, fui para a Disney.

– Porque você vai aos EUA?

– Ser au pair.

– Você fala inglês?

– Sim. (a partir daqui, foi tudo em inglês)

– Para onde você vai?

– Saddle River, New Jersey.

– O que seus pais fazem?

– Minha mãe é revisora, meu pai é consultor de vendas.

– Você já se formou?

– Ainda não, estou no quinto ano de Letras (pegando os papéis da USP).

– Não quero ver os documentos. Você vai para onde?

– (pensando “fudeu!”) Saddle River, New Jersey. Você quer ver o documento? (pegando o outro documento, da apc)

– Não precisa. Your visa has been aproved. Põe o dedo aí.

– Thank you thank you! (errei o dedo, ela fez cara feia, arrumei o dedo)

– Agora você tem que pagar a taxa do sedex.

– Thank you!

E saí de lá, depois de outra fila e 25 reais para o sedex, estava uns 40 quilos mais leve!!!

Olha uma foto do papelzinho que me deu tanto nervoso:

ignore a foto 5x5!

Então, esses dois docs obrigatórios para minha vida de Au Pair já não são minha preocupação! Espero ter ajudado alguém ou pelo menos ilustrado como foi^^

 

Bjks!

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Introdução

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junho 1st, 2011 Posted 20:01

Isso que dá ser estudante de Letras, tentei até por um sumário aqui, mas o melhor mesmo é começar com a Introdução.

Como começou essa história de Au Pair? Uma manhã de TPM no início de 2010 eu chorava pelas dificuldades inúmeras que enfrentava na USP com o japonês, e meu pai falou: “você é muito nova para se estressar desse jeito, vá para fora do país”. E assim comecei a ver vários projetos de intercâmbio. Maaassss não podia gastar uma fortuna com qualquer certificado de inglês, e estava quase desanimando quando descobri o Au Pair. Ei, eu poderia pagar esse e como sou professora infantil seria perfeito, tiraria um certificado legal, e além disso poderia fazer aulas que não de idioma – como já tenho um inglês mais ok queria algo diferente da aulinha de FCE sabe? Algo como aula de literatura, culinária, algo bem diferente, na qual eu realmente tivesse que me virar com o inglês ‘nativo’.

Depois disso, eu me convenci! Aí veio a parte difícil: convencer todo mundo! Meu pai não queria que eu fosse por um ano. Minha mãe não queria que eu fosse pronto. Na verdade, até hoje os dois estão ainda meio na corda bamba, mas resignados (hello, embarco em menos de um mês, já era hora!). Expliquei para eles que era um sonho, que eles criaram uma filha independente, com sede de novas aventuras, de aprender coisas novas, ver o mundo, conhecer culturas e línguas! EUA é só o começo, não descanso até pisar em todos os continentes, viu? Minha madrinha, ‘viajadoira’, super me apoiou!! Minhas amigas ficaram bem apreensivas no começo, vi muita cara feia, falta de vontade de ajudar (vontade de atrapalhar tabém ¬¬), mas como tenho ótimas amigas de verdade, no fim deu tudo certo, e as convenci que vai até ser bom ficar longe da doidinha aqui por um ano, elas não vão ter que aturar minhas doideiras no volante (do tipo entrar num lugar escrito: “não entre, campo de testes” enquanto cinco meninas discutem para onde ir e o GPS fala “retorno” XD) ou minha voz de Kurt Hummel cantando Defying Gravity (Glee!!!!), e elas riram, mas me apoiaram também (afinal, eu já tinha pago o programa quando comecei a contar para todo mundo, já não tinha mesmo mais volta!).

E aí veio a outra parte difícil, fazer o app e ficar online e conseguir uma host family! Por incrível que pareça, o match foi o mais fácil de tudo, graças a Deus!!!!!!

E é assim que dia 26 de junho de 2011 estarei embarcando para Saddle River, New Jersey, para uma família com um boy de 6 anos, o Bobby, e pretendo contar aqui todas as maluquices que aprontar no outro hemisfério!!!!

No próximo post, falarei sobre o processo do visto, muito muito temido pelas futuras au pairs (inclusive eu! mas deu tudo certo e meu passaporte chegou hoje com meu visto aqui em casa!!!)…

 

See you later, alligator!!

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